Entrevista:
Lell – Quem é seu personagem Cássio?
Cassio – Eu sou Diderot, que é o Libertino. Diderot é um filósofo francês, um dos pais do iluminismo, sec XVIII pré-revolução francesa, e a gente aborda um espetáculo “uma faceta” , o espetáculo não é um espetáculo biográfico, nós não temos essa pretensão, nem o autor teve essa pretensão, mas é uma faceta do Diderot, aonde o autor utiliza as questões do Diderot do libertino sobre moral e ética pra discutir essas duas questões que são importantes. A gente passa a discutir outras questões importantes através da comédia, outras questões importantes pra sociedade da gente, sempre norteado do ponto de vista da ética e da moral, ele é um personagem delicioso, ele é absolutamente além de libertino, é libertário, é um cara anarquista com idéias geniais ele tem essa dúvida, ele fica preso entre a razão o desejo e o sexo e esse é o grande conflito do personagem na peça, basicamente.
Lell – Como surgiu a produção, a idéia de produzir?
Cassio – Eu estava em Paris, eu fui assistir uma leitura de um amigo meu que falou, “ ah to com a leitura de um texto ai, se você se interessar...” sempre, mesmo a passeio eu aproveito para trabalhar um pouquinho, para ver coisas, para estar informado, eu fui ver essa leitura e adorei,adorei o texto, e falei: “é uma boa coisa para eu fazer, um ator da minha idade, a questão é interessante, eu acho que vai ser uma coisa muito boa, uma comedia de costumes contemporâneos”. É um autor contemporâneo apesar da comédia ser situada no século XVIII, então eu trouxe o texto pra são Paulo, comprei os direitos, entrei em contato com a Fernanda Signorini, a gente se associou nessa produção, convidamos o Jô, e o Jô prontamente aceitou , adorou o texto, foi uma felicidade para gente o Jô Soares ter topado fazer o espetáculo e agora a gente está aqui prestes a abrir a cortina 13 do 10 estamos estreando.
Lell – E como foi a direção do Jô Soares?
Cassio – Uma delícia, o Jô é genial para comedia, é um homem inteligentíssimo, culto, e além de tudo delicadíssimo, gentilíssimo, amoroso com os atores que propiciou um ambiente agradabilíssimo de trabalho, uma harmonia muito bacana no elenco, então a gente só tem a agradecer, é um prazer estar trabalhando com ele. Uma honra.
Lell – Depois de tanto tempo no teatro ainda sente aquele nervosismo da estréia?
Cassio – Dá sempre, da a cada dia, ainda mais quando a gente está com duas funções, com função dobrada, de ser produtor e ator, a gente fica bastante tenso sim, bastante, eu acho que é uma coisa, eu sempre digo, quando eu era mais inexperiente eu era mais corajoso, quanto mais compromisso você tem, quanto mais estrada você tem no palco, maior fica a responsabilidade, porque você passa a se cobrar muito mais no seu trabalho, de você mesmo, e na expectativa que ou outros tem a teu respeito, da gente não se repetir, da gente não cair na mesmice da gente tentar se inovar, manter o espírito inquieto, fazer uma coisa repetitiva, não se repetir em cena , em fim, então a gente tem esse compromisso eu fico bastante tenso sim.
Lell – O espetáculo fica no teatro...
Cássio – Aqui, no Cultura Artística Itaim, a estréia é dia 13/10, ficaremos de quinta a domingo, uma temporada que a principio fica até março, mas a gente pretende com certeza esticar essa temporada. E viajar também, a gente tem desejo em viajar pelo Brasil.
Cassio – Eu sou Diderot, que é o Libertino. Diderot é um filósofo francês, um dos pais do iluminismo, sec XVIII pré-revolução francesa, e a gente aborda um espetáculo “uma faceta” , o espetáculo não é um espetáculo biográfico, nós não temos essa pretensão, nem o autor teve essa pretensão, mas é uma faceta do Diderot, aonde o autor utiliza as questões do Diderot do libertino sobre moral e ética pra discutir essas duas questões que são importantes. A gente passa a discutir outras questões importantes através da comédia, outras questões importantes pra sociedade da gente, sempre norteado do ponto de vista da ética e da moral, ele é um personagem delicioso, ele é absolutamente além de libertino, é libertário, é um cara anarquista com idéias geniais ele tem essa dúvida, ele fica preso entre a razão o desejo e o sexo e esse é o grande conflito do personagem na peça, basicamente.
Lell – Como surgiu a produção, a idéia de produzir?
Cassio – Eu estava em Paris, eu fui assistir uma leitura de um amigo meu que falou, “ ah to com a leitura de um texto ai, se você se interessar...” sempre, mesmo a passeio eu aproveito para trabalhar um pouquinho, para ver coisas, para estar informado, eu fui ver essa leitura e adorei,adorei o texto, e falei: “é uma boa coisa para eu fazer, um ator da minha idade, a questão é interessante, eu acho que vai ser uma coisa muito boa, uma comedia de costumes contemporâneos”. É um autor contemporâneo apesar da comédia ser situada no século XVIII, então eu trouxe o texto pra são Paulo, comprei os direitos, entrei em contato com a Fernanda Signorini, a gente se associou nessa produção, convidamos o Jô, e o Jô prontamente aceitou , adorou o texto, foi uma felicidade para gente o Jô Soares ter topado fazer o espetáculo e agora a gente está aqui prestes a abrir a cortina 13 do 10 estamos estreando.
Lell – E como foi a direção do Jô Soares?
Cassio – Uma delícia, o Jô é genial para comedia, é um homem inteligentíssimo, culto, e além de tudo delicadíssimo, gentilíssimo, amoroso com os atores que propiciou um ambiente agradabilíssimo de trabalho, uma harmonia muito bacana no elenco, então a gente só tem a agradecer, é um prazer estar trabalhando com ele. Uma honra.
Lell – Depois de tanto tempo no teatro ainda sente aquele nervosismo da estréia?
Cassio – Dá sempre, da a cada dia, ainda mais quando a gente está com duas funções, com função dobrada, de ser produtor e ator, a gente fica bastante tenso sim, bastante, eu acho que é uma coisa, eu sempre digo, quando eu era mais inexperiente eu era mais corajoso, quanto mais compromisso você tem, quanto mais estrada você tem no palco, maior fica a responsabilidade, porque você passa a se cobrar muito mais no seu trabalho, de você mesmo, e na expectativa que ou outros tem a teu respeito, da gente não se repetir, da gente não cair na mesmice da gente tentar se inovar, manter o espírito inquieto, fazer uma coisa repetitiva, não se repetir em cena , em fim, então a gente tem esse compromisso eu fico bastante tenso sim.
Lell – O espetáculo fica no teatro...
Cássio – Aqui, no Cultura Artística Itaim, a estréia é dia 13/10, ficaremos de quinta a domingo, uma temporada que a principio fica até março, mas a gente pretende com certeza esticar essa temporada. E viajar também, a gente tem desejo em viajar pelo Brasil.
Por Lell Trevisan
Pesquisa: Arthur Lemos
